Ditadura Militar
(período de 1964 a 1984)

21 CONTOS INÉDITOS, de Carlos Lacerda.  Brasília, DF, Ed. UnB, 2003.  245p.  ISBN 85-70601-56-5
Estas ficções foram escritas em fases distintas, na ditadura Vargas, décadas de 30 e 40 e na ditadura militar dos anos 60. Alguns textos trazem preocupações políticas e sociais do autor.

ADORÁVEL COMUNISTA; HISTÓRIA, POLÍTICA, CHARME E CONFIDÊNCIAS DE FERNANDO SANT’ANNA, de Antonio Risério.  Rio de Janeiro, Versal, 2002.  356p.  ISBN 85-89309-01-0
Vida do líder comunista Fernando Sant’Anna, um “camarada” que sempre colocou a camaradagem em primeiro lugar. As principais movimentações políticas no Brasil dos últimos 100 anos. Mais que uma biografia, é uma aula de história e da cultura brasileira.

ALÉM DO GOLPE – VERSÕES E CONTROVÉRSIAS SOBRE 1964 E A DITADURA, de Carlos Fico. Rio de Janeiro, Record, 2004. 394p. ISBN 85-01069-03-5
O autor oferece uma espécie de guia para a compreensão do golpe e da ditadura militar de 1964. Reuniu documentos históricos esclarecedores em 75 textos, muitos dos quais desconhecidos. Apresenta a agitada conjuntura pré-1964, com os personagens da cena política como Carlos Lacerda e Juscelino Kubitschek e discursos marcantes de como os de Leonel Brizola na Cinelândia e Central do Brasil e o de João Goulart no Automóvel Club.

O APOIO DE CUBA À LUTA ARMADA NO BRASIL: O TREINAMENTO GUERRILHEIRO, de Denise Rollemberg. Rio de Janeiro, Mauad, 2001. 100p. ISBN 85-74780-32-4
Mestre em História Social pela Universidade Federal Fluminense e professora universitária produz detalhado estudo sobre uma das tramas mais misteriosas da história recente do Brasil, em pesquisa de 2 anos em arquivos do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), ouviu opiniões sobre o massacre do Grupo Primavera, que resultou na morte de 22 dos 26 militantes que o compunham.

AS ARMAS DE AURORA, de Marco Antonio Gay. São Paulo, 7 Letras, 2000. 91p.
Romance urbano ambientado nos "anos de chumbo" (época da ditadura militar) que narra a história de uma mulher politizada e de uma geração desiludida.

AUTÓPSIA DO MEDO: VIDA E MORTE DO DELEGADO SÉRGIO PARANHOS FLEURY, de Percival de Souza. Rio de Janeiro, Globo, 2000. 650p. ilust.
O autor, repórter policial, consumiu 10 anos de pesquisa para traçar um retrato fiel do homem que personificou a imagem da truculência no regime militar ditatorial, com fatos, fotos, documentos e bilhetes da vida profissional e pessoal do delegado de polícia que foi considerado o carrasco da repressão. Também é narrado o mundo da luta armada que entre 1969 e 1973 vitimou cerca de 500 pessoas. Fartamente ilustrado. Um best seller.

BAR DON JUAN, de Antonio Callado. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2001. 254p. ISBN 85-20911-82-X
Reedição do romance de 1971- escrito 3 anos após a decretação do Ato Institucional # 5 (AI 5) – que narra a vida da juventude classe média carioca durante o período mais violento do regime militar ditatorial.

O BAÚ DO GUERRILHEIRO, de Ottoni Fernandes Junior. Rio de Janeiro, Record, 2004. 304p.
ISBN 85-01068047-0
Jornalista que ficou preso durante anos pela repressão e protagonizou o primeiro tribunal de pena de morte durante a ditadura militar, revela suas memórias de ex-militante político, resgatando as práticas mais obscuras do regime, como a polícia política, a espionagem, a censura e a propaganda.

O BEIJO NÃO VEM DA BOCA, de Ignácio de Loyola Brandão. São Paulo; Global, 2000. 376p.
Reedição do romance do festejado autor paulista, um best seller na época do seu lançamento, sobre um casal em crise durante a ditadura militar no Brasil.

O BRASIL DE 1945 AO GOLPE MILITAR, de José Ênio Casalecchi.  São Paulo, Contexto, 2002. 124p.  ISBN 85-72442-10-3
Vai do período de Vargas até a ditadura militar – período conhecido como República Liberal – e cobre os governos de Dutra, Vargas, Café Filho, Juscelino, Jânio e Jango. Um tempo de renúncias, deposições e morte de presidentes, mas também da urbanização, industrialização, mudança da capital do país e formação de uma classe média poderosa.

O BRASIL QUE NÓS SOMOS – DO IMPÉRIO AOS GOVERNOS MILITARES, de Armando dos Santos Pereira.  Petrópolis, RJ, Vozes, 2002.  304p. (Coleção Identidade Brasileira). ISBN 85-32627-89-7
Reconstrução da identidade brasileira a partir da visão dos melhores escritores que atuaram no final do período imperial até os governos militares, elegendo os mais destacados de cada período e colocando sua visão ideológica dentro do contexto social e histórico do país.

CABEÇA DE PEIXE, de Álvaro Caldas.  Rio de Janeiro, Garamond, 2002.  152p. ISBN 85-86435-86-4
Sete histórias que integram a primeira obra de contos de ex-militante político, escritor e jornalista.

CADERNOS AEL, Campinas, n. 14-15, 2001. 296p. ISSN 14136597 Título: Tempo de ditadura.
Cadernos do “Arquivo Edgard Leuenroth”, da Universidade Estadual de Campinas, editado por Marcelo Ridenti, famoso historiador especializado no período ditatorial militar 1964-1979. Em 6 artigos, de diversos autores e extensa bibliografia sobre o tema, preparada pelo editor, traça um panorama dessa fase negra da história brasileira.

CÃES DE GUARDA – JORNALISTAS E CENSORES; DO AI-5 À CONSTITUIÇÃO DE 1988, de Beatriz Kushnir. São Paulo, Boitempo, 2004. 410p. ISBN 85-75590-44-8
Doutora em História Social, a autora aborda um dos aspectos fundamentais do regime militar: sua relação com os órgãos de imprensa, da censura à colaboração, com a existência de jornalistas que foram censores e agiram como policiais nas redações dos jornais.

CALE-SE, de Caio Túlio Costa.  São Paulo, Girafa, 2003.  368p.   ISBN 85-89876-06-3
Um mergulho na movimentação social e política ocorrida em São Paulo no início dos anos 70, quando a ditadura militar comandava a repressão. Fala sobre a morte do estudante da USP Alexandre Vannucchi Leme e do show proibido, feito na USP, pelo cantor Gilberto Gil, recém-chegado de Londres, para denunciar as prisões de estudantes ocorridas dias antes.

A CASA DOS ESPELHOS, de Sérgio Kokis. Rio de Janeiro, Record, 2000. 304p.
Lançado no Canadá em 1994, conta a vida de um pintor brasileiro exilado em um país gelado e saudoso dos trópicos, nos anos vividos durante sua infância e juventude na terra natal. Indiciado em processo durante a ditadura militar, o autor fugiu para o Canadá e doutorou-se em psicologia clínica, dedicando-se também as artes plásticas e literatura. Recebeu os quatro maiores prêmios literários de Quebec e em 1997 foi homenageado pelo governo que batizou uma ilha, ao norte do país, com o nome de "Le pavillon des mirois".

CASTELLO – A MARCHA PARA A DITADURA, de Lira Neto. São Paulo, Contexto, 2004. 432p. ISBN 85-72442-57-X
O autor, cearense (como o ex-presidente Castello Branco), esteve durante 6 anos vasculhando o passado de seu ilustre conterrâneo e compilou 300 entrevistas para mostrar como esse militar pretendia sair como mártir do movimento de março de 1964.

CENSURA NO REGIME MILITAR E MILITARIZAÇÃO DAS ARTES, de Alexandre Ayub Stephanou. Porto Alegre, Ed. da PUCRS, 2001. (Coleção História, V. 44)
Originalmente Dissertação de Mestrado , apresenta uma análise da censura instalada em 1964, num debate sobre o seu conceito, história objetos de trabalho presentes na arte e na imprensa, abrangendo também cinema, teatro, literatura e música.

CIDADANIA PROIBIDA: O CASO HERZOG ATRAVÉS DA IMPRENSA, de Lílian Maria Farias de Lima Perosa. São Paulo, IMESP/Sind. Dos Jornalistas Profissionais do Est. de São Paulo, 2002. 220p. Não tem ISBN
Pesquisa sobre o comportamento de parte da imprensa de São Paulo na cobertura do assassinato do jornalista Vladimir Herzog nas dependências do DOI-CODI, em outubro de 1975. O caso chocou a opinião pública mundial, pois Vlado (como era conhecido) era professor de jornalismo na Universidade de São Paulo e esse absurdo acontecimento deu origem ao inicio da abertura no regime militar ditatorial.

O CLAMOR – A VITÓRIA DE UMA CONSPIRAÇÃO BRASILEIRA, de Samarone Lima. Rio de Janeiro, Objetiva, 2003. 272p. ISBN 85-73025-59-X
A trajetória de uma conspiração brasileira vitoriosa, surgida numa minúscula sala da Cúria de São Paulo, em 1977, e que em 10 anos de luta estendeu da América do Sul à Europa uma fantástica rede de solidariedade em apoio aos presos políticos.

COMO ELES AGIAM: OS SUBTERRÂNEOS DA DITADURA MILITAR, de Carlos Fico. Rio de Janeiro, Record, 2001. 275p.
Resultado de minuciosa pesquisa do autor, descreve como a comunidade de informações, Divisão de Segurança e Informações (DSI) trabalhava, agia e avaliava a atividade de todo e qualquer pessoa que poderia ser contrária ao regime militar, como estudantes, intelectuais e clero, revelando, neste relato inédito, como o DSI possuía informações sobre qualquer questão que poderia preocupar ou incomodar a ditadura.

CONFISSÕES DE UM CAPITÃO, de Carlito Lima. Rio de Janeiro, Garamond, 2002. 224p. ISBN 85-86435-61-9
O autor era capitão do Exército durante a ditadura militar, tendo sido carcereiro de líderes políticos como Paulo Freire, Miguel Arraes, Francisco Julião, Gregório Bezerra e outros. A convivência com tais personagens, aliada à frustração, levaram-no a abandonar o Exército e dar declarações incisivas à imprensa, na época, que tiveram influência no processo de abertura. Aqui rememora sua vida, a começar pelos seus amigos de juventude, hoje quase todos sobressaindo-se na política e sociedade, em uma prosa pra lá de sedutora.

A CONSTRUÇÃO INTELECTUAL DO BRASIL CONTEMPORÂNEO; DA RESISTÊNCIA À DITADURA MILITAR AO GOVERNO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, de Bernardo Sorj. Rio De Janeiro, Jorge Zahar, 2001. 135p. biblio.
Responde a questões importantes, como a sobrevivência dos cientistas sociais durante a ditadura militar, a transição do regime autoritário para a democracia, a oposição ao governo, etc., enfocando o Centro Brasileiro de Análise e Pesquisa (CEBRAP), que formou uma brilhante geração de cientistas sociais brasileiros, entre eles o atual presidente Fernando Henrique Cardoso.

CONTRA OS INIMIGOS DA ORDEM – A REPRESSÃO POLÍTICA DO REGIME MILITAR BRASILEIRO (1964-1985), de Marco Aurélio Vannucchi Leme de Mattos e Walter Cruz Swensson Jr. São Paulo, DP&A, 2003. 120p. ISBN 85-74902-35-7
O regime militar, iniciado em 1964, sofreu oposição de diversos setores da sociedade civil e para fazer frente às contestações montou estratégias repressivas que foram se adaptando à conjuntura política (como os Atos Institucionais e as Leis de Segurança Nacional), a tortura e o extermínio.

CORAÇÕES VERMELHOS – OS COMUNISTAS BRASILEIROS NO SÉCULO XX, org. de Antonio Carlos Mazzeo e Maria Izabel Lagoa.  São Paulo, Cortez, 2003.  312p.   ISBN 85-24909-41-2
Livro resultante do Seminário “80 Anos do Movimento Comunista no Brasil”, realizado em maio de 2002 na Universidade Estadual Paulista (UNESP).

O CORONEL ROMPE DO SILÊNCIO, de Luiz Maklouf Carvalho. São Paulo, Objetiva, 2004. 224p. ISBN 85-73026-06-5
Lício Augusto Ribeiro Maciel era major-adjunto do Centro de Informações do Exército, quando atuou na linha de frente do combate à guerrilha do Araguaia. Depois de 30 anos rompe o silêncio e conta sua história ao jornalista Luiz Maklouf, ajudando a reconstruir um dos períodos mais sombrio de nossa história.

CULTURA E PODER NO BRASIL, de Marcos Napolitano.  Curitiba, PR, Juruá, 2002. 
Análise dos vários sentidos públicos da “questão democrática” que emergiu ao longo da resistência civil contra o regime militar, tendo como foco a região operária da Grande São Paulo, que concentrava todos os contrastes da “modernização conservadora” imposta pela ditadura, no período entre 1977 e 1984, desde as primeiras manifestações populares, protestos de rua, etc.

DA TRIBUNA AO EXÍLIO, de Almino Affonso. São Paulo, Letras & Letras, 2003. 276p. ISBN 85-75270-13-3
Famoso jurista e político de esquerda escreve suas memórias, contando suas façanhas no tribunal e na política, inclusive quando viveu no exílio, por ocasião da ditadura militar.

DIÁLOGOS NA SOMBRA: BISPOS E MILITARES, TORTURAS E JUSTIÇA SOCIAL NA DITADURA, de Kenneth Serbin. São Paulo, Companhia das Letras, 2001. 632p. ISBN 85-35901-86-8
“Brazilianist”, graduado em Yale e professor da University of Califórnia San Diego, viveu 6 anos no Brasil e é casado com uma brasileira. Discute aqui as pouco conhecidas conversas entre religiosos e militares no auge do regime militar ditatorial. Um canal de negociação foi criado entre bispos e generais, a Comissão Bipartite (1970-74), para entendimentos sobre direitos humanos.

DIÁSPORA: OS LONGOS CAMINHOS DO EXÍLIO, de José Maria Rabêlo e Thereza Rabelo. São Paulo, Geração, 2001. 262p. ilust. fotos. ISBN 85-75090-19-4
Focaliza o dia-a-dia dos exilados em ritmo dramático, as dificuldades de adaptação, a realidade diferente, a educação dos filhos de um casal de exilados que passou pela Bolívia, Chile e França durante a ditadura militar no Brasil.

A DITADURA ENVERGONHADA, de Elio Gaspari.  São Paulo, Companhia das Letras, 2002.  424p. ilust.  (Coleção As Ilusões Armadas, v.1).  ISBN 85-35902-77-5
Faz a reconstituição de um período crucial da história brasileira – de março de 64 a dezembro de 1968. Minucioso relato do golpe com todos os detalhes que se referem a luta pelo poder nos primeiros anos do governo militar, a criação do SNI e a elaboração dos Atos Institucionais.

A  DITADURA ESCANCARADA, de Elio Gaspari. São Paulo, Companhia das Letras, 2002.  512p. ilust.    (Coleção As Ilusões Armadas, v.2).   ISBN 85-35902-99-6
Trata do per+iodo que vai de 1969, logo depois do AI-5, ao extermínio da guerrilha do Partido Comunista do Brasil. Foi o mais duro período da mais duradoura das ditaduras brasileiras. Mas foi também o período do crescimento econômico e de pleno emprego. Aqui vão relatados o “Milagre Brasileiro” e “Os Anos de Chumbo”.

A DITADURA MILITAR NO BRASIL – REPRESSÃO E PRETENSÃO DE LEGITIMIDADE (1964-1984), de Maria José de Rezende. Londrina, PR, Ed. UEL, 2001. 387p. ISBN 85-72161-75-9
A autora analisa as estratégias política, econômica, militar e psicossocial do regime militar, que revelam o quanto ditatorial era o seu projeto de sociedade.

DOIS ESTUDOS PARA A MÃO ESQUERDA, por Renato Guimarães. Rio de Janeiro, Revan, 2000. 110p.
Reúne um ensaio sobre a Cabanagem e outro sobre a Guerrilha ou luta de massas, um debate que se desenrolou sobre o tema nos anos 60.

DOM ALBERTO RAMOS MANDOU PRENDER SEUS PADRES – A DENÚNCIA DE FREI BETTO CONTRA O ARCEBISPO DO PARÁ, EM 1964, de Oswaldo Coimbra.  Belém, PA, Paka-Tatu, 2003.  282p. ilust. fotos, 2003.  ISBN 85-87945-48-3
O arcebispo do Pará desceu da dignidade de seu cargo para se tornar um aliado na repressão militar nos dias seguintes ao Golpe de 1964, delatando os padres da arquidiocese.  Apresenta as provas do fato.

DOSSIÊ DEOPS/SP: RADIOGRAFIAS DO AUTORITARISMO REPUBLICANO BRASILEIRO – VOLUME 2 – A CONSTÂNCIA DO OLHAR VIGILANTE; A PREOCUPAÇÃO COM O CRIME POLÍTICO, org. de Maria Aparecida de Aquino e outros. São Paulo, Arquivo do Estado e Imprensa Oficial do Estado, 2002. 224p. ilust. imagens, catálogo e bibliografia 17x24cm capa flexível. ISBN 85-86726-42-7
Divulga o conteúdo dos fichários da polícia política paulista. Consta de 4 artigos: 1) A constância do olhar vigilante; 2) o DEOPS/SP, centro da mentalidade autoritária; 3) Estrangeiros e movimentos sociais; 4) Adhemar de Barros, o líder populista.

DOSSIÊ DEOPS/SP: RADIOGRAFIAS DO AUTORITARISMO REPUBLICANO BRASILEIRO – VOLUME 3 – O DISSECAR DA ESTRUTURA ADMINISTRATIVA DO DEOPS/SP – O ANTICOMUNISMO: DOENÇA DO APARATO REPRESSIVO BRASILEIRO, org. de Maria Aparecida Aquino. São Paulo, Arquivo do Estado/Imprensa Oficial do Estado, 2002. 176p. ISBN 85-86726-43-5
Traz os catálogos sobre a documentação dos militantes comunistas, socialistas e anarquistas. Há ainda um artigo sobre o movimento feminista, baseado nos relatórios dos agentes nele infiltrados, a partir da década de 70.

DOSSIE DEOPS/SP – RADIOGRAFIA DO AUTORITARISMO REPUBLICANO BRASILEIRO – VOLUME 5 - A ALIMENTAÇÃO DO LEVIATÃ NOS PLANOS REGIONAL E NACIONAL: MUDANÇAS NO DEOPS/SP NO PÓS-1964, org. Maria Aparecida Aquino e outros. São Paulo, Arquivo do Estado e Imprensa Oficial do Estado, 2002. 200p ISBN 85-86726-44-3
Abrange todo período estudado, de 1940 a 1980. Especialmente para esse volume foi preparado o artigo sobre Vigilância na OBAN (Operação Bandeirante) e no seu sucessor, o DOI-CODI, organismos da maior importância na repressão às atividades políticas e sociais durante o regime militar instaurado em 1964.

DOSSIÊ GEISEL, org. de Celso Castro e Maria Celina d’Araújo.  Rio de Janeiro, Ed. FGV, 2002.    ISBN 85-22503-83-4
Examina um acervo documental inédito sobre a história recente do Brasil: o arquivo pessoal do ex-presidente Ernesto Geisel, doado ao CPDOC da Fundação Getúlio Vargas por sua filha e professora universitária de História, Amália Lucy Geisel. Os textos, classificados como “confidenciais” foram produzidos no período em que Geisel ocupou a Presidência da República, durante a ditadura militar. Os autores fazem uma avaliação dos dossiês dos Ministérios da Justiça, Fazenda, Relações Exteriores, Educação, Previdência, Trabalho e Comunicações, além de relatórios do Serviço Nacional de Informações (SNI).

DRIBLANDO A CENSURA: DE COMO O CUTELO INVADIU A CULTURA, de Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro, Gryphus, 2002. 286p. ISBN 85-75100-14-9
De Chico Buarque e Raul Seixas até Dias Gomes e as novelas da TV, quais os critérios utilizados pela ditadura militar dos anos de chumbo do Brasil para censurar ou não determinadas canções populares, filmes, peças de teatro, rádio e TV? O autor responde e esclarece isso com autoridade, pois autuou diretamente nos bastidores dessa guerra entre a liberdade de expressão e o medo e paranóia da ditadura.

EDUCAÇÃO POPULAR: DO SISTEMA PAULO FREIRE AOS IMPS DA DITADURA. São Paulo, Cortez; João Pessoa (Paraíba), Instituto Paulo Freire, 2001. 206p.
De que forma os dispositivos discursivos contidos nos Inquéritos Policiais Militares (IPMs) acerca da Educação e dos educadores se prestaram para efetuar uma justificação racional do Estado de Segurança Nacional? Mostra também o pioneirismo da CEPLAR (Campanha de Educação Popular da Paraíba) ao empregar o método Paulo Freire em 1962 e no pós-1964, na Cruzada ABC - Ação Básica Cristã.

ESPELHO CEGO, de Robert Menasse, trad, de George Sperber. São Paulo, Companhia das Letras, 2000. 384p.
O autor, professor universitário, nascido em Viena, viveu no Brasil entre 1981 e 1986 e daqui tirou a ambientação para seus 2 romances, O protagonista de "Espelho Cego" é Léo Singer, aspirante a filósofo que vice com sua musa e companheira Judith, ambos filhos de fugitivos do regime nazista e têm a infância passada no Brasil. Voltam para cá no período pós-1964, encontrando o país mergulhado na ditadura militar.

O EXECUTANTE, de Rubem Mauro Machado. Rio de Janeiro, Record, 2000. 144p.
Em três histórias policiais, narra a vinda de um agente norte-americano ao Rio de Janeiro para investigar a morte de um torturador no período da ditadura militar.

EXÍLIO, TESTEMUNHO DE VIDA, de Yolanda Avena Pires.  São Paulo, Casa Amarela, 2001.  352p. ilust. fotos p/b    ISBN 85-86821-14-4
Ao narrar os caminhos que a autora percorreu com os 5 filhos, acompanhando o marido, o Consultor Geral da República Waldir Pires, em 1964, que teve que fugir para o exílio. Emotiva narrativa que não turva a realidade dos fatos.

A FESTA, de Ivan Ângelo. Reedição. São Paulo, Geração, 2003. 240p. ISBN 85-86028-15-0
Reedição de violento, erótico e implacável romance do autor, cheio de emoção, passado no Brasil dos anos 70, com jovens estudantes e jornalistas lutando pela liberdade.

O FIM DA DITADURA MILITAR, por Bernardo Kucinski. São Paulo, Contexto, 2001. (Repensando a história) 144p. bibliogr.
Professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) registra o colapso do "milagre econômico", a volta dos militares aos quartéis e a luta pela democracia, num dos mais importantes períodos do história do Brasil.

AS GARRAS DO CONDOR – COMO A DITADURA MILITAR DA ARGENTINA, DO CHILE, DO URUGUAI, DO BRASIL, DA BOLÍVIA E DO PARAGUAI SE ASSOCIARAM PARA ELIMINAR OS ADVERSÁRIOS POLÍTICOS, de Nilson Navarro. Petrópolis, RJ, Vozes, 2003. 330p. ilust fotos. ISBN 85-32628-49-4
Livro publicado com o apoio do Fund for Investigative Journalism, que financiou as pesquisas nos países do Cone Sul. Reconstitui os fatos com a intenção de ajudar a preservar a memória do genocídio que enlutou o Cone Sul, provando que a Operação Condor existiu, secreta e clandestinamente.

GAVETAS VAZIAS, de Tânia Pelegrini Gavetas vazias: ficção e política nos anos 70. Campinas, Mercado de Letras/Ed. da UFSCAR, 1996. 192p.
Analisa as relações entre ficção e política no período marcado pela ditadura militar, pela repressão e censura.

GOVERNOS MILITARES NA AMÉRICA LATINA, de Osvaldo Coggiola. São Paulo, Contexto, 2001. 130p. ISBN 85-72441-83-2
Relato corajoso e preciso da história do período que vai de meados dos anos 60 até os 80, dos países latino-americanos que viveram dominados por regimes militares ditatoriais. Apresenta uma análise histórica do conjunto, revelando a trama de interesses, contradições e até cumplicidade existentes nesses governos militares.

A GUERRILHA DO ARAGUAIA – A ESQUERDA EM ARMAS, de Romualdo Pessoa Campos Filho. Goiânia, GO, Ed. UFG, 2003. 245p. bibliogr. Ilust. mapas.
ISBN 85-72740-79-1
O autor, professor universitário, apresenta a guerra surda desencadeada no sul do estado do Pará, no começo da década de 70, em plena ditadura militar, mostrando a violência que teve como vítima não somente os guerrilheiros de esquerda, mas também inúmeras pessoas da região.

HERANÇA DE UM SONHO: AS MEMÓRIAS DE UM COMUNISTA, de Marco Antonio Tavares Coelho. Rio de Janeiro, Record, 2000. 528p. Glossário, índice, ilust.
História pessoal e política de uma vida marcada pela dedicação á luta por um mundo melhor, em funções legais ou clandestinas.

HISTÓRIA DE LENÇOS E VENTOS, de Ilo Krugli. Rio de Janeiro, Didática e Científica, 2000.
Texto de teatro, fala da liberdade nos anos 70 (na ditadura militar), período em que a produção artística estava cerceada. O autor tem mais de 50 anos de carreira, é autor, artista plástico, criador de grupo teatral e arte-educador conhecido internacionalmente.

HOMENS PARTIDOS: COMUNISTAS E SINDICATOS NO BRASIL, de Marco Aurélio Santana. São Paulo, Boitempo, 2001. 311p.
Conta a história do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e sua atuação durante o regime militar ditatorial, discutindo também o dilema das relações do partido com o movimento sindical. Comentados também o declínio do partido a partir de 1980, a atuação do Partidos dos Trabalhadores (PT) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

JORNALISTAS E REVOLUCIONÁRIOS - NOS TEMPOS DA IMPRENSA ALTERNATIVA, de Bernardo Kucinski. 2.ed.ver. e ampl. São Paulo, Ed. USP, 2003. 450p.
ISBN 85-31407-41-9
Recupera a memória de importante e rico período da imprensa brasileira, a dos jornais ditos “alternativos”, que circularam durante e ditadura militar.

JUSTIÇA FARDADA, org. de Renato Lemos. Rio de Janeiro, Bom Texto, 2004. 368p. ISBN 85-87723-40-5
Documentos do período do regime militar estão reunidos neste livro, principalmente àqueles ligados ao general Peri Bevilaqua, que teve em suas mãos os processos contra as mais diversas personalidades da época, como dos Professores Fernando Henrique Cardoso e Florestan Fernandes.

LIBERALISMO E DITADURA NO CONE SUL, de João Quartim de Moraes. Campinas, SP, IFCH-UNICAMP, 2001. (Coleção Trajetórias) 490p.
Professor da UNICAMP trata de temas como desenvolvimento e legitimidade na ideologia militar, o poder moderador, golpes de estado e ditadura, desde a década de 60 até a de 90.

MANOBRAS DA INFORMAÇÃO. Por João Batista Abreu. Rio de Janeiro, Mauad e EDUFF, 2000. 270p.
Exibe, por dentro, como se fazia jornal nos "anos de chumbo" (tempo da ditadura militar).

MECANISMOS DO SILÊNCIO: EXPRESSÕES ARTÍSTICAS E CENSURA NO REGIME MILITAR (1964-1984), de Creusa de Oliveira Berg. São Carlos, SC, Ed. UFSCAR/FAPESP, 2002. 170p. ISBN 85-85173-67-X
A autora, mestra em História pela Universidade de São Paulo e professora na Universidade de Santo Amaro, em São Paulo (UNISA), penetra no obscuro período da ditadura militar no Brasil e reconstitui os mecanismos que impuseram o “cale-se” às expressões artísticas nesse período.

MINORIAS SILENCIADAS: HISTÓRIA DA CENSURA NO BRASIL, org. de Maria Luiza Tucci Carneiro. São Paulo, EDUSP/FAPESP/Imprensa Oficial de São Paulo, 2002. 616p. ISBN 8531405599
Aqui estão as palestras e debates acontecidos no seminário Direitos Humanos no Limiar do Século 21, no módulo “Minorias Silenciadas”. Conjunto de estudos para o conhecimento da história da repressão à liberdade de pensamento e de expressão ao longo da história do Brasil.

A MISÉRIA BRASILEIRA: 1964-1994 - DO GOLPE MILITAR À CRISE SOCIAL, de José Chasin. Santo André, SP, Ad Hominen, 2000. 490p.
Reúne artigos extensos sobre a vida nacional que analisa o período compreendido entre o golpe militar de 64 e o Plano Real, com temas que vão da economia à política, do perfil ideológico da burguesia brasileira ao fracasso das esquerdas no âmbito prático e ideológico.

NESTA TERRA, NESTE INSTANTE, de Marília Guimarães. São Paulo, Ebendinger, 2001. 170p.
A hoje empresária Marília Guimarães relembra seu passado de guerrilheira na ditadura dos anos 70. Descoberta pelos militares, ela e seu grupo fugiram para Cuba seqüestrando um avião comercial, numa aventura marcada por vários lances de terror e de humor, onde ela estava acompanhada de seus 2 filhos, na época com 2 e 3 anos e lá viveram por 10 anos.

NO CORAÇÃO DAS TREVAS: O DEOPS / SP VISTO POR DENTRO, org. de Maria Aparecida de Aquino, Marco Aurélio Vannucchi Lemos de Mattos e Walter Cruz Swensson Junior. São Paulo, Imprensa Oficial do Estado / Arquivo do Estado, 2001. 208p. (Coleção Dossiês DEOPS / SP: Radiografias do Autoritarismo Republicano Brasileiro). ISBN 85-86726-35-4
Dois estudos sobre o trabalho de vigilância e repressão das atividades políticas e sociais no Estado, desde a fundação do DEOPS (Departamento de Ordem Política e Social) em 1924, até sua extinção em 1983.

NO OLHO DO FURACÃO; AMÉRICA LATINA NOS ANOS 60/70, de Paulo Cannabrava Filho. São Paulo, Cortez, 2003. 336p. ISBN 85-24909-02-1
Passa em revista os acontecimentos da América Latina nas tumultuadas décadas de 1960 e 70.

NOSSOS COMERCIAIS, POR FAVOR!, de Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira. Rio de Janeiro, Beca, 2001. 144p. ISBN 85-87256-20-3
Historiadora mergulhou nos arquivos da Escola Superior de Guerra e vasculhou cerca de 1.200 revistas para revelar que o apresentador de TV Flávio Cavalcanti ajudou a difundir a ideologia da ditadura militar. Ele, um conservador, usou a TV para consolidar o regime, expondo o papel que a TV passaria a ter no Brasil após a decisão da ditadura militar de formular uma política pública oficial.

OUSAR LUTAR; MEMÓRIAS DA GUERRILHA QUE VIVI, de José Roberto Rezende. Rio de Janeiro, Ed. Viramundo, 2001. 230p. ISBN 85-87767-02-X
Reúne as traumáticas histórias ocorridas nos bastidores da tortura e nos porões da ditadura militar do ex-preso político José Roberto Rezende. Conta também dos mais de 8 anos de clandestinidade, punições e greves de fome até a liberdade.

PÁGINAS DE RESISTÊNCIA: A IMPRENSA COMUNISTA ATÉ O GOLPE MILITAR DE 1964, de Francisco Ribeiro do Nascimento. São Paulo, IMESP/Sind.Jornalistas Profis. Est. São Paulo, 2004. 220p. ISBN 85-85-70602-26-X
Fala de jornais que eram documentos contra as barbaridades cometidas pela ditadura, como os mortos e desaparecidos.

PEABIRU: OS INCAS NO BRASIL, de Luiz Galdino.  Belo Horizonte, MG, Estrada Real, 2002.  192p. ilust. fotos p/b e desenhos.  ISBN 85-87946-04-8
Através de descobertas e dados de pesquisas, o livro tenta comprovar a rede de caminhos conhecidos por Peabiru que, nos tempos coloniais, representou antigas incursões, como o propósito de estender o domínio incaico até as margens do Oceano Atlântico, hipótese já defendida, no século passado pelo Barão de Capanema.

PERFIS CRUZADOS: TRAJETÓRIAS E MILITÂNCIA POLÍTICA NO BRASIL, org. de Beatriz Kushnir. São Paulo, Imago, 2002. 260p. ISBN 85-31207-73-8
Revela a mil e uma facetas das lutas políticas no período da recente ditadura civil-militar no Brasil, fazendo um paralelo com aquela ocorrida nos anos de 1937 a 1945. Em dez textos permite-se fazer um cruzamento de trajetórias, construídas não só por ex-militantes, como também por sociólogos, historiadores e jornalistas.

PISA NA FULÔ MAS NÃO MALTRATA O CARCARÁ: VIDA E OBRA DE JOÃO DO VALE, o poeta do povo. Rio de Janeiro, Lumiar, 2000. 295 p. ilust.
Célebre autor da música Carcará (Pega! Mata! E come!), grito de guerra no início da ditadura militar que incendiava o país em 1964, contava do carcará, pássaro malvado que sobrevive à seca do Nordeste e representava o poder, o capitalismo. O livro contém mais de 40 fotos, cópias de contratos, partituras musicais, discografia, musicografia (mais de 200 títulos) e depoimentos de gente diversa do meio artístico e intelectual.

A REBELIÃO DA LEGALIDADE, de Vivaldo Barbosa. Rio de Janeiro, Ed. FGV, 2002. 368p. ilust. fotos ISBN 85-22503-84-2
Detalha o impasse político que se seguiu à renúncia de Jânio Quadros, quando os ministros militares tentaram impedir que o vice-presidente, João Goulart, assumisse a presidência. Reúne os principais documentos produzidos no episódio.

REMINISCÊNCIAS DO SOL QUADRADO, de Mário Lago. São Paulo, Cosac & Naify, 2001. 122p.
Consagrado ator de TV, teatro e cinema conta suas prisões por razões políticas, num livro que surpreenderá por mostrar o autoritarismo brasileiro no início do regime militar.

REVOLUCIONOU E ACABOU? BREVE ETNOGRAFIA DO GINÁSIO VOCACIONAL DE AMERICANA – GEVA, de Ary Meirelles Jacobucci. São Paulo, SP, Compacta, 2001. 174p. ilust. bibliogr. ISBN 85-87837-01-X
Originalmente Dissertação de Mestrado em Educação. O autor, ex-aluno do Ginásio Vocacional da cidade de Americana, interior do estado de São Paulo, conta da proposta educacional inovadora no Brasil, que foi violentamente exterminada pelo golpe militar de 1964.

O SONHADOR QUE FAZ: A VIDA E A TRAJETÓRIA POLÍTICA DE JOSÉ SERRA, de Teodomiro Braga.  Rio de Janeiro, Record, 308p.    ISBN 85-01065-06-4
Biografia escrita por premiado jornalista faz uma viagem completa pela vida de José Serra, político e professor universitário e candidato à presidência da República. Desde sua infância no bairro da Mooca, na cidade de São Paulo, sua fuga para o exterior na época da ditadura militar, a volta ao país e a carreira política e de administrador federal.

TRATE-ME LEÃO, de Hamilton Vaz Pereira. Rio de Janeiro, Objetiva, 2003. 184p. ISBN 85-73025-58-1
Traz a íntegra do texto de teatro “Trate-me Leão”, que se tornou um marco na dramaturgia brasileira nos anos 70, época da ditadura e da censura.

UMA TEMPESTADE COMO SUA MEMÓRIA – A HISTÓRIA DE LIA, de Martha Vianna. Rio de Janeiro, Record, 2002. 182p. ISBN 85-01064-01-7
Conta a história de Maria do Carmo Brito, de codinome Lia, única mulher a assumir um posto de comando no movimento guerrilheiro de resistência ao regime militar no Brasil. Era ela o braço direito na Vanguarda Popular Revolucionária, assumindo a direção dessa organização após a morte de Carlos Lamarca. Nascida em tradicional e conservadora família de barões do leite de Minas Gerais, foi capaz de manter um olhar humano sobre a vida, mesmo nas duras circunstâncias políticas daqueles momentos.

A UTOPIA FRAGMENTADA; AS NOVAS ESQUERDAS NO BRASIL E NO MUNDO NA DÉCADA DE 1970, de Maria Paula Nascimento Araújo. Rio de Janeiro, Ed. da FGV, 2000. 264p.
Historiadora pesquisou grupos independentes, organizações dissidentes e movimentos sociais vinculados a "minorias políticas" (mulheres, homossexuais, negros, etc.) com o objetivo de resgatar a experiência política da chamada "esquerda alternativa" durante os anos 70.

VIANINHA: CÚMPLICE DA PAIXÃO, de Dênis de Moraes. Edição rev. e ampl. Rio de Janeiro, Record, 2000. 420p.
A biografia do dramaturgo ganha nova edição revista e ampliada, agora que o autor teve acesso aos documentos inéditos do Departamento Estadual de Ordem Política e Social (DOPS), que revelam porque algumas peças de Vianinha foram censuradas durante os "anos de chumbo". Militante do teatro e da política, Vianinha teve passagens nos Teatros de Arena e Opinião e pertenceu ao Partido Comunista Brasileiro.

VIDA E MORTE DO PARTIDO FARDADO, de Oliveiros Ferreira. São Paulo, SENAC, 2000. (Série Livre Pensar) 100p.
Aborda a ditadura militar no Brasil.

VOLTAR A PALERMO, de Luzilá Gonçalves Ferreira.  Rio de Janeiro, Rocco, 2002.   220p. ISBN 85-32513-31-X
Professora Doutora em Literatura feminista do século 19, na Universidade Federal de Pernambuco, tem seu primeiro romance publicado. Conta de uma professora brasileira que volta a Buenos Aires, ao elegante bairro de Palermo, 20 anos após sua estada na capital, para alcançar Nino, o amado, no difícil amargo das ditaduras militares sul-americanas.

VOZES DO GOLPE, de Luís Fernando Veríssimo, Moacyr Scliar, Carlos Heitor Cony e Zuenir Ventura. São Paulo, Companhia das Letras, 2004. 4 volumes.
ISBN 85-35904-75-1
Dois relatos pessoais e duas histórias de ficção sobre o golpe militar de 1964, relembrando o clima da época, na reconstituição dos últimos momentos do governo João Goulart, com os olhos de hoje e a experiência de quem viu surgir e viveu a ditadura, um dos períodos mais terríveis da história brasileira.

VOZES DO MAR – O MOVIMENTO DOS MARINHEIROS E O GOLPE DE 64, de Flávio Luis Rodrigues. São Paulo, Cortez, 2004. 210p. ISBN 85-24910-12-7
Procura reconstruir a trajetória da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil (AMFNB), incluindo-a no contexto histórico do golpe militar de 1964, considerado por muitos uma conseqüência direta da revolta dos marinheiros.


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