
85) CONFISSÕES DE UM CAPITÃO,
de Carlito Lima. Rio de Janeiro, Garamond, 2002. 224p. ISBN 85-86435-61-9
O autor era capitão do Exército durante a ditadura militar, tendo
sido carcereiro de líderes políticos como Paulo Freire, Miguel
Arraes, Francisco Julião, Gregório Bezerra e outros. A convivência
com tais personagens, aliada à frustração, levaram-no a
abandonar o Exército e dar declarações incisivas à
imprensa, na época, que tiveram influência no processo de abertura.
Aqui rememora sua vida, a começar pelos seus amigos de juventude, hoje
quase todos sobressaindo-se na política e sociedade, em uma prosa pra
lá de sedutora.
86) CRIME E CASTIGO: REFLEXÕES POLITICAMENTE
INCORRETAS, de Ricardo Dip e Volney Corrêa Leite de Moraes Junior. Rio
de Janeiro, Millennium, 2002. 292p. encadernado. ISBN 85-86833-48-7
Na região da Grande São Paulo cerca de 1.200 roubos são
cometidos diariamente e somente cerca de 300 são registrados na polícia.
Para os criminosos isso é um incentivo á pratica delitiva. O que
levou a essa situação foi a adoção de uma política
criminal laxista, que prega que a culpa dos crimes não é do criminoso,
é da sociedade. Os autores acham-se na vanguarda de uma reconstrução
desse pensamento, argumentando que o que levou o Brasil à mais tenebrosa
insegurança pública de sua história foi esse pensamento
politicamente correto.
87) DIPLOMACIA INDEPENDENTE, de Afonso Arinos. São Paulo, Paz e Terra,
2001. 562p. ISBN 85-21904-18-5
Descrevem-se aqui as peripécias da longa e acidentada ação
internacional de Afonso Arinos. O texto é fundamentado em textos e documentos
oficiais, dos quais muito sigilosos e alguns ainda inéditos.
88) DRIBLANDO A CENSURA: DE COMO O CUTELO INVADIU
A CULTURA, de Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro, Gryphus, 2002. 286p. ISBN
85-75100-14-9
De Chico Buarque e Raul Seixas até Dias Gomes e as novelas da TV, quais
os critérios utilizados pela ditadura militar dos anos de chumbo do Brasil
para censurar ou não determinadas canções populares, filmes,
peças de teatro, rádio e TV? O autor responde e esclarece isso
com autoridade, pois autuou diretamente nos bastidores dessa guerra entre a
liberdade de expressão e o medo e paranóia da ditadura.
89) LUGAR GLOBAL E LUGAR NENHUM, org. de José
Luiz Aidar Prado e Liv Sovik, trad. de Hélio de Mello Filho. São
Paulo, Hacker, 2001. 144p. ISBN 85-86179-26-4
Em uma série de artigos, intelectuais, como o cientista político
Gabriel Cohn e outros internacionais, discutem a globalização.
90) MÉXICO E CUBA: REVOLUÇÃO,
NACIONALISMO, POLÍTICA EXTERNA, de Werner Altmann. São Leopoldo,
RS, Ed. UNISINOS, 2001. 130p. ISBN 85-74310-81-6
Professor da Universidade do Vale dos Sinos (Rio Grande do Sul), esmiúça
as relações político-diplomáticas entre México
e Cuba. O eixo histórico aqui é dado pelas duas grandes revoluções
sociais da América Latina no século 20. Ocorridas em momentos
diferentes e com características também diferenciadas, as revoluções
mexicana e cubana tiveram o nacionalismo como articulador ideológico
fundamental.
91) MÍDIA: TEORIA E POLÍTICA, de
Venício A. de Lima. São Paulo, Ed. Fundação Perseu
Abramo, 2001. 368p. ISBN 85-86469-60-2
Um dos maiores estudiosos dos meios de comunicação no Brasil debate
conceitos e apresenta hipóteses que expressam a centralidade da mídia
como objeto e palco privilegiado das disputas de poder no mundo contemporâneo.
92) MINORIAS SILENCIADAS: HISTÓRIA DA CENSURA
NO BRASIL, org. de Maria Luiza Tucci Carneiro. São Paulo, EDUSP / FAPESP
/ Imprensa Oficial de São Paulo, 2002. 616p. ISBN 8531405599
Aqui estão as palestras e debates acontecidos no seminário Direitos
Humanos no Limiar do Século 21, no módulo "Minorias Silenciadas".
Conjunto de estudos para o conhecimento da história da repressão
à liberdade de pensamento e de expressão ao longo da história
do Brasil.
93) MULHERES NA ELITE POLÍTICA BRASILEIRA,
de Lúcia Avelar. 2.ed. rev. e ampl. São Paulo, Ed. UNESP/Fundação
Konrad Adenauer, 2002. 2.ed. rev. e ampl. 200p. ISBN 85-71393-76-1
Reedição de estudo que analisa a participação política
feminina no Brasil, verificando como a mulher conquistou seu direito à
cidadania e as diversas maneiras que ela encontrou para, progressivamente, ocupar
espaço nos canais de poder, em cargos eletivos e instâncias executivas,
judiciais e sindicais.
94) PERFIS CRUZADOS: TRAJETÓRIAS E MILITÂNCIA
POLÍTICA NO BRASIL, org. de Beatriz Kushnir. São Paulo, Imago,
2002. 260p. ISBN 85-31207-73-8
Revela a mil e uma facetas das lutas políticas no período da recente
ditadura civil-militar no Brasil, fazendo um paralelo com aquela ocorrida nos
anos de 1937 a 1945. Em dez textos permite-se fazer um cruzamento de trajetórias,
construídas não só por ex-militantes, como também
por sociólogos, historiadores e jornalistas.
95) RUI BARBOSA E A CONSTITUIÇÃO
REPUBLICANA PORTUGUESA DE 1911, por Margarida Maria Lacombe Camargo, Vanda Vianna
Direito e Cristina Vieira Machado Alexandre. Rio de Janeiro, Fundação
Casa de Rui Barbosa, 2001. 80p. (Papéis Avulsos, 40)
Rui Barbosa mantinha estreitos laços de amizade e de profissão
com colegas portugueses, comprovados pela correspondência e inúmeros
livros portugueses com dedicatórias de eminentes juristas e intelectuais
lusitanos. Daí o presente livro mostrar a participação
de Rui no constitucionalismo luso.
96) SOCIEDADE CIVIL E ESPAÇOS PÚBLICOS NO BRASIL,
org. de Evelina Dagnino. São Paulo, Paz e Terra, 2002. 364p.
ISBN 85-21904-40-1
Através de 6 estudos de caso realizados no Brasil, onde se examinam as
relações entre o Estado e vários setores da sociedade civil,
como ONGs e movimentos sociais de vários tipos, é analisado o
processo de construção democrática, como os Orçamentos
Participativos, os Conselhos Gestores de Políticas Públicas, o
Movimento dos sem Terra, os movimentos de mulheres, etc.
Vide também: 3, 16, 19, 21, 25, 55, 72, 84 e 104