Albert Eckhout

Pouco se sabe sobre a vida pessoal de Albert Eckhout (1610-1665), mas com certeza sua passagem pelo Brasil e suas as obras são objetos de estudo, debates e controvérsias entre experts de todas as partes do mundo. Eckhout tinha 26 anos quando veio em missão científica contratada por Maurício de Nassau juntamente com médicos, um astrônomo, um poeta e outro artista, Frans Post (1612-1680).

"Para registrar as realizações de seu governo, preservar em tela a paisagem e a topografia da conquista, bem como os feitos militares e a arquitetura militar e civil do Brasil holandês, o Conde de Nassau contou com os serviços do pintor Frans Post. Para documentar a natureza, contou com o traço seguro de Albert Eckhout, encarregado de retratar figuras de nativos, habitantes do Brasil e originários da África, vegetais, animais, naturezas-mortas e outros trabalhos destinados mais à divulgação científica do que à decoração de ambientes", escreveu Leonardo Dantas Silva no catálogo que demorou dois anos para ser estruturado.

Até a década de 70, a obra de Eckhout foi mesma vista como somente documento histórico. Hoje sua obra está inserida no contexto da história da arte. Eckhout não deu título para as telas brasileiras e apenas assinou sete delas. Já se levantou a questão de ele não ter pintado os quadros no Brasil, de tê-las assinado somente quando foram doadas à Dinamarca. Mas, como diz Barbara Berlowicz, não há uma resposta final acerca das obras. Ela até mesmo diz que o importante é apenas observá-las.

Por causa dos grandes formatos, as telas foram pintadas para serem abrigadas no Palácio de Friburgo, a residência de Nassau no Brasil. Mas os holandeses foram expulsos do Brasil pela coroa portuguesa e, assim, o conde as levou para a Europa.
Fonte: "O Estado de São Paulo"